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6 de maio de 2009

Ele é "fantástico"

Sabe aquelas pessoas, no caso celebridades, que você olha e fala: "Sou fã"! Pois é, isso acontece quando vejo o Zeca Camargo. Tem jornalistas, principalmente, que você aprende a admirar na academia. No meu caso foi Ricardo Kotscho. No segundo período, li alguns capítulos de "A prática da reportagem". Depois de alguns meses, por meio de uma amiga (Elisandra Amâncio) conheci mais o trabalho de Kotscho. Em 2008, fui ao lançamento do livro "Uma vida nova e feliz...", depois desse encontro fiquei mais fã, ainda. Em seguida, li "Do golpe ao Planalto" e fiquei mais encantada com a história de Ricardo como jornalista. Sem contar que ele é uma gracinha de pessoa. Como se fosse o vovô que você sempre quis ter. Voltando ao Zeca, minha admiração por ele é desde 2003, mais ou menos, quando comecei a acompanhar o "Fantástico" com mais "rigor".
Quando o conheci, pessoalmente, em 2007, no lançamento do livro "Novos Olhares", eu pensei: "Ele é fantástico mesmo"!. Como jornalista, como escritor e como um cara que adora dividir e disseminar conhecimento. Tive certeza disso, ontem, no lançamento do livro "Isso aqui é seu"!. Mais uma vez um bate-papo super gostoso e com uma troca muito rica de experiências. Eu aproveitei a oportunidade para engordar minha biblioteca com o livro "De A-Ha a U2". Adoro música! Só resta-me contar nos dedos o dia em que terei tempo de lê-lo. Na lista de espera já estão: "Anatomia da reportagem", Frederico Vasconcellos (leitura em andamento). E "Cem anos de solidão", Gabriel García Marquez, que adquiri na semana passada.

Confira o fantástico blog de Zeca Camargo no link:

19 de março de 2009

O desabafo de Pedro Bial

Admiro e muito o trabalho do Pedro Bial. Só acho um desperdício ele ser o "condutor" do Big Brother Brasil. (Minha versão: "Big Bobeira do Brasil"). Esta semana, ele concedeu uma entrevista ao Portal IG e fez um desabafo sobre o Telejornalismo brasileiro que concordo e muito com ele. Aliás, no jornalismo, de certa forma, foi criada uma formalidade que já deveria ter caído por terra. É como o Bial diz, o Brasil é totalmente informal. E não sei porque tantas formalidades...Ainda bem que vários jornais, emissoras estão acordando e mudando alguns antigos padrões. Confira abaixo a entrevista de Pedro Bial.

BIAL SEGUNDO BIAL
Eu me tornei um profissional de difícil utilização na Globo. O que eu sou? Jornalista, repórter, apresentador de telejornal? Ou eu sou do entretenimento, do Big Brother? Eu sou as duas coisas, virei um radical livre dentro da Globo. E é difícil para a própria casa responder: o que vai fazer com o Bial? Por enquanto tem o Big Brother, que está ótimo, maravilhoso.

CHACRINHA
Sempre adorei o Chacrinha. Li tudo que existe sobre o Chacrinha para fazer um documentário, que acabou não se realizando. Quando estudava jornalismo, fui pelo menos três vezes na TV Tupi ver o programa do Chacrinha. Toda vez, antes de começar o programa, fora do ar, eu brinco de Chacrinha. Eu me inspiro nele como o patrono da informalidade na televisão brasileira. O Brasil é o país mais informal do mundo e tem uma formalidade, às vezes, na televisão, principalmente no telejornalismo, que é inexplicável. E o Big Brother me libertou, nesse sentido. Eu tive a possibilidade de ter o meu "breakdown" ao vivo, em rede nacional. Caiu o jornalista com todos os seus títulos e cerimônias e virou um cara lá...

"O nosso telejornalismo é careta na maior parte dos casos."

JORNALISMO CARETA
Você vê a BBC? Os repórteres da BBC conversam com os âncoras. A própria televisão americana. O nosso telejornalismo é careta na maior parte dos casos. Gosto muito do "Bom Dia Brasil". Tem o tom certo. Informal e muito informativo.

"NOVO JORNALISMO"
A experiência do Big Brother me fez fazer telejornalismo diferente. Hoje não consigo mais fazer uma matéria como eu fazia antes. Aprendi muito sobre televisão. O Chacrinha não tinha voz boa, não tinha dicção boa e revolucionou primeiro o rádio e depois a televisão. Informalizou a televisão.